Largar a mão do celular pode garantir uma maior sobrevida

largar a mão do celular garante uma maior sobrevida

A maioria das pessoas têm se dado conta o quão pode ser prejudicial passar horas olhando qualquer tipo de coisa no celular. Cada vez mais o usuário de aparelhos móveis tem desprendido muito tempo entrando em mídias sociais.

Segundo uma matéria da jornalista Catherine Price, do jornal The New York Times e publicada no mês passado, estas horas passadas a frente do dispositivo podem acarretar uma série de interferências. Entre elas: autoestima, déficit de atenção, criatividade, memória, produtividade, relacionamentos, sono e habilidade em resolver problemas e tomada de decisões.

Cortisol e Dopamina

Além dos fatores mencionados acima, o excesso de tempo passado ao telefone pode elevar de forma crônica os níveis de cortisol presentes em cada indivíduo.

Antes, o foco das discussões em torno dos malefícios causados pelos celulares estava relacionado à dopamina, que é um neurotransmissor cerebral que nos auxilia a constituir hábitos e também os vícios. Com isso, ela é capaz de fazer com que o ser humano não consiga desapegar do telefone.

O desenvolvimento da dopamina em nosso organismo pode estar atrelado ao uso do smartphone, de acordo com especialistas. Esta ligação é vista em forma de vícios de comportamento.  Porém, este círculo vicioso pode ser ainda mais intenso e preocupante quando produzimos mais o cortisol.

O cortisol é considerado o principal hormônio responsável pela sensação de luta e fuga do ser humano. É ele quem determina as alterações fisiológicas, como elevação da pressão sanguínea, índice glicêmico e frequência cardíaca. Todos eles nos auxiliam no modo como reagimos e sobrevivemos a ameaças críticas no ambiente em que estamos naquele momento.

São efeitos que podem salvar a vida da pessoa, no caso de uma reação física, como desviar de um objeto que possa lhe machucar, e assim por diante. No entanto, o cortisol também é liberado quando passamos por um grande estresse emocional, motivado por ler ou ouvir algo que não lhe agrada e, consequentemente, sua frequência cardíaca é aumentada.

Estudos americanos

De acordo com um estudo do aplicativo de rastreamento Moment, em média, os americanos passam cerca de quatro horas fuçando no celular. Além disso, um relatório divulgado pelo Google aponta que as redes sociais, apps de notícias e servidores de e-mail criam uma sensação de cobrança sobre os usuários, ocasionando um estresse involuntário.

Segundo David Greenfield, professor de psiquiatria clínica na Escola de Medicina da Universidade de Connecticut e fundador do Centro para Dependentes em Tecnologia e Internet:

“Os níveis de cortisol do seu corpo se elevam quando o aparelho está à vista ou próximo de você, quando você o escuta ou mesmo pensa ouvi-lo. É uma reação ao estresse, que é incômodo, e a reação natural do corpo é querer checar o telefone para fazer com que essa perturbação desapareça”.

Mesmo assim, a pessoa vai se tranquilizar por alguns segundos. Em seguida, ela voltará a mexer e terá mais chateações, elevando ainda mais o nível de cortisol. Ao contrário de pensar em parar e se afastar do celular, para acalmar sua ansiedade, ela pegará novamente o smartphone.

Quanto maior o índice de cortisol no organismo, pior. Além disso, o indivíduo  pode desenvolver problemas de saúde, como: depressão, demência, diabetes tipo 2, distúrbios de fertilidade, pressão alta, obesidade, síndrome metabólica, ataques cardíacos e AVC.

Córtex pré-frontal

O estresse influenciado pelo uso excessivo do celular pode comprometer o córtex pré-frontal. Esta região cerebral é a responsável por nossas tomadas de decisão e racionalidade. De acordo com o Dr. Robert Lustig, autor do livro “The Hacking of the American Wild”, é o córtex pré-frontal que nos barra de cometermos atos estúpidos. Quando ele é ‘danificado’, a pessoa pode perder seu autocontrole. Um exemplo é: deixar de enviar uma mensagem para alguém em uma atitude impulsiva e que mais tarde ela se arrependeria.

Bruce McEwen, diretor do Laboratório de Neuroendocrinologia Harold e Margaret Milliken Hatch da Universidade Rockefeller, verificou que há oscilação no período regular de 24 horas em relação à presença de cortisol no organismo. Ele afirmou que a pessoa que dorme menos de sete ou oito horas por noite em decorrência de ficar mexendo no celular, será notório o seu descontrole. E o resultado pode agravar o estado emocional. Chegará o ponto que não será apenas uma perda de tempo checar o smartphone toda hora, e sim, um agravante sério de saúde.

Interrompa o uso de celular

Para quem consegue parar ou diminuir o tempo mexendo no smartphone haverá uma redução dos nivéis de cortisol. Com isso, a ansiedade será melhor controlada, além de impedir que se desenvolva problemas de saúde ligados ao estresse.

McEwen ressalta que com o tempo é possível que a pessoa reeduque seu cérebro com intuito que o nível de estresse não seja mais acionado a qualquer momento.

Um modo de tornar o celular um ambiente menos perigoso e desconfortável é desabilitar as notificações das redes sociais. Apenas deixar habilitada as mensagens que precisa ou deseja ver. É importante também fazer um autoconhecimento e identificar quais aplicativos lhe causa mais ansiedade, aborrecimento. Com isso, você pode simplesmente escondê-los numa pasta que não seja visível na tela principal. Ou se conseguir, delete esses apps por um tempo e retorne quando estiver melhor. É saber utilizar a tecnologia a seu favor e não para estressá-lo.

*Foto: Divulgação / Fotolia

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AlterEgo: adesivo é capaz de traduzir pensamentos

adesivo é capaz de traduzir pensamentos

Com a tecnologia passando por dispositivos cada vez menores, a tendência é que daqui um tempo eles sejam capazes de sumir dentro de nossos corpos.

Quem afirma tudo isso é o engenheiro indiano de 24 anos, Arnav Kapur. Estudante do MIT (Massachusetts Institute of Technology), o jovem criou um aparelho de inteligência artificial em forma de adesivo transparente.

O dispositivo é alojado atrás da orelha e é capaz de emitir estímulos passados para um computador que traduz esses sinais. Essa tecnologia, então, transcreve os indícios de uma fala interna da pessoa sem a necessidade de utilizar a voz como instrumento.

Kapur fez uma demonstração mês passado, em Vancouver, no Canadá, durante o TED – evento de design, entretenimento e tecnologia.

“Queria fazer com que computação, inteligência artificial e internet fizessem parte de nós, parte da cognição humana”, afirmou o engenheiro.

AlterEgo

Chamado de ‘AlterEgo’, o aparelho é bastante discreto em relação ao modelo anterior que era colocado no rosto do usuário. Na apresentação do TED, o estudante do Media Lab do MIT, colocou o protótipo no pescoço do assistente de palco.

Kapur deixou claro na demonstração que o dispositivo não lê o pensamento de alguém, e sim que ele interpreta os “sinais neurais” dos músculos da face e das cordas vocais que os seres humanos ativam quando falam sozinhos. Além disso, o engenheiro ressalta que isso é possível mesmo sem o usuário abrir a boca ou mover seu rosto.

Arnav explicou que:

“Os sensores do dispositivo pegam esses sinais internos da cavidade profunda da boca, e o programa de inteligência artificial os traduz e alimenta de volta a resposta via condução óssea para o ouvido do usuário”.

No palco, ele perguntou ao rapaz, que não se movia neste momento, que repetisse a questão internamente. Por meio de um telão era possível ver o aparelho transcrever a pergunta palavra por palavra.

Kapur fez a seguinte pergunta: “Como está o tempo em Vancouver?”. Instantes depois, o assistente respondeu: “Está 15 graus aqui em Vancouver”.

Utilidades do Protótipo

O engenheiro prevê que o AlterEgo possa agregar sua tecnologia ainda mais. Ele citou como exemplos: busca de informações, capacidade de decorar textos, fazer cálculos que só podiam ser feitos pelos computadores, traduções simultâneas, troca de mensagens sem ativar a voz. Além disso, ter a possibilidade de auxiliar pessoas que têm dificuldade no processo da fala.

Reação das pessoas no evento

Ai final do evento, a apresentadora do TED demonstrou preocupação com inúmeras utilidades do aparelho. Segundo ela, a utilização do AlterEgo poderia ser transformado numa espécie de arma ao seres humanos.

Porém, Kapur a tranquilizou e afirmou que:

“Queríamos pensar em design. E mudamos o design. Em vez de ler diretamente do cérebro, o dispositivo lê do sistema neural voluntário, o qual você precisa deliberadamente ativar para se comunicar. Ele não grava ou lê pensamentos”.

Desenvolvido a partir de 2017, o objetivo é que o aparelho possua uma versão menor ainda, finalizou Arnav.

*Foto: Divulgação

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Como acabar com seu analista sem sofrimento

como acabar com seu analista sem sofrimento

Após anos de análise, às vezes, existem pacientes que não querem mais levar adiante o tratamento e optam pelo encerramento. O analista tenta fazê-lo mudar de ideia, porém a pessoa está irredutível. O que fazer neste momento?

A maioria das pessoas vai à procura desse profissional quando querem resolver algum problema de forma mais rápida.

As dificuldades são as mais diversas, como um término de casamento, por exemplo. E assim que em sua mente está tudo bem, decidem romper as sessões. Mas será que realmente é a hora certa de encerrar o tratamento?

Os pacientes pesquisam desde psicólogos até aos psicoterapeutas mais alternativos, como os behavioristas. Os últimos são aqueles analistas que tomam por base de estudo o comportamento do indivíduo.

PORQUE QUEREMOS ENCERRAR DE FATO A ANÁLISE?

Como dito acima, os motivos que levam as pessoas a procurarem um terapeuta são vastos, porém quando acham que já sabem de tudo, ou simplesmente que se julga não precisar fazer análise, encerram completamente.

Há aqueles também que percebem que é mais difícil terminar com o analista do que dar um basta numa relação arrastada por anos com o marido.

Hoje em dia, os namoros ou casamentos parecem ter prazo de validade. É muito mais comum as pessoas estarem se divorciando do que comemorando 15 anos de companheirismo.

Às vezes, a relação entre terapeuta e paciente está excelente que leva ao comodismo e estar adaptada àquela situação diária. Por isso, é ainda mais difícil terminar a “relação” de vez e seguir seu próprio caminho sem precisar dividir suas angústias deitada em um divã.

LOGÍSTICA E BLEFES

Com o passar do tempo, algumas pessoas sentem necessidade de criarem um ponto de fuga em vez de lutarem. Ao ponto que ficar para brigar com alguém, também não é a atitude correta a se tomar.

Quando o paciente se dá conta de que não é viver em um constante conflito, e sim, desenvolver formas de lidar melhor com ele, as coisas fluem melhor no dia a dia.

A relação como os animais reagem diante de situações que não sabem lidar são apenas duas: ou fogem ou ficam e lutam até o fim, por uma questão de sobrevivência.

Os seres humanos também se sentem de forma parecida quando são provocados por algo ou outra pessoa. Eles podem fugir e lutar, além de outras habilidades, como: blefar, ameaçar, convencer, mentir e seduzir. Todavia, podem pedir ajuda, definir acordos, celebrar um bom momento, etc.

E muitas dessas capacidades são alcançadas em um processo de análise, que pode ser curto ou longo a depender da relação do terapeuta com o paciente, se há confiança para seguir adiante com o tratamento ou não.

Mas é preciso apontar que nem todos conseguem ter acesso à análise por falta de condições financeiras. Neste caso, a pessoa pode procurar a rede pública e pedir encaminhamento para um profissional que atenda pacientes nessas situações.

*Foto: Divulgação

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